Discutiu-se, então, a utilização da Internet e das redes sociais nas campanhas eleitorais.
Vivemos numa sociedade em que os meios de Comunicação Social e o mundo digital começam a ter uma enorme relevância na Comunicação Política. Nem todos os meios são iguais, logo os meios são escolhidos consoante a sua adequação e importância para a política, com o intuito de se chegar mais facilmente ao eleitorado. Isto deve-se ao facto das campanhas de hoje em dia (campanhas pós-modernas) estarem mais centradas na Comunicação Social do que no contacto directo com o eleitor, ao contrário do que acontecia há uns anos atrás.
Para os cidadãos poderem votar, têm ou devem estar informados. A Internet tem aqui um papel fundamental: possibilita a procura de informação sobre Política quando pretendo, a que horas quero; permite, também, uma utilização mais livre do espaço (toda a informação sobre qualquer tema). Estas são duas das maiores vantagens da Comunicação Política feita através do uso das novas tecnologias. Desta forma, pretende, assim, acabar e modificar o Agenda Setting.
Ainda é difícil de definir a influência das novas tecnologias nos comportamentos dos políticos. No entanto, as figuras políticas sabem que é importante estar "online": "Se o meu partido concorrente está em determinada
rede social, eu também tenho que estar." Nos dias de hoje, ainda não sabemos quais os benefícios de se estar "online" (em termos de votos concretos), mas sabe-se quais os custos de não se estar. A Internet acaba por não ter uma relação directa com a derrota/vitória das eleições, ao contrário do que se possa pensar, devido ao exemplo da campanha de Obama. Temos como exemplo o caso português: o Dr. Pedro Santana Lopes, em 2001, sem a utilização das redes sociais, teve mais votos do que em 2009, quando decidiu utilizar a Web 2.0.
Os dois grandes objectivos de uma campanha política, segundo José d'Aguiar, são: visibilidade e notoriedade (no entanto, isto não significa sucesso) e consolidar o eleitorado (quem se revê deve continuar fiel).
Gostaríamos de concluir, com uma ideia de José d'Aguiar, que nos diz que ainda não se sabe como se pode utilizar a Internet para mobilizar eleitorado. A verdade é que a aposta nas redes sociais e nas plataformas 2.0 é cada vez maior.
Uma conferência que considerámos bastante útil, principalmente porque o tema que analisámos durante o semestre, foi a Democracia Digital.

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