Thursday, 24 September 2009

The Final Cut: Realidade ou Ficção?

Levantamos hoje a questão se será democrático alguém ter acesso às nossas vivências através de uma "ferramenta tecnológica"? Não será abuso de poder? Uma forma de controlo? Ao analisarmos o filme The Final Cut, podemos verificar que toda a tecnologia pode ter um lado positivo e um negativo.

Partindo de uma premissa futurista onde uma empresa procede ao implante de chips em recém-nascidos, tornando possível a gravação da vida toda duma pessoa, este filme apresenta-nos uma realidade que, apesar de levada a um extremo, não se encontra assim tão distante no tempo. Na realidade, desde que a tecnologia e o digital começaram a desempenhar um papel importante (e por vezes central) nas sociedades, houve um despertar das consciências para as questões de privacidade e até onde é aceitável o controlo da vida em comunidade. Um dos exemplos mais conhecidos (e matriz para várias outras obras literárias e cinematográficas) é o romance de George Orwell Nineteen Eighty-Four

De facto, todos os dias uma grande parte dos nossos passos são vigiados: câmaras de vigilância em centros comerciais, parques de estacionamento, ruas, entre outros, fazendo-nos questionar até que ponto o uso desta tecnologia é usada de uma forma abusiva, sendo utilizada não só para garantir a nossa segurança, mas também para de alguma forma controlar os nossos movimentos e as nossas reacções. Aliás, como é referido no filme, o conhecimento de que alguém nos está a vigiar leva a que castremos as nossas atitudes, opiniões, comportamentos, fazendo-nos viver numa falsa realidade.

1 comment:

  1. Vi o filme a algum tempo atras mas achei fraco em termos de história. contudo, no que respeita a temática parece-me uma forma um pouco inovadora de abordarem o "Big Brother" (como voces fazem referência).

    Vera Silva

    ReplyDelete